| Depoimento:
Juliana Ribeiro Neves
Data da cirurgia 23/07/04
Tipo de cirurgia: Capella
Peso anterior: 140 kg
Peso atual: 98 kg
Meu nome é Juliana Ribeiro
Neves, hoje tenho 20 anos. Sempre fui gordinha, mas
era algo “normal” depois dos 12 anos que
deslanchei a engordar, tentei de várias maneiras
perder peso, mas, nenhuma era eficaz, dietas, spa, shakes
etc.
No ano de 2002 meu pai e minha mãe me chamaram
pra conversar, me falaram da “tal” cirurgia,
eu mal os quis escultar, mas depois de muita insistência
concordei em ir ao consultório do médico,
marcamos a consulta e fomos. Ao chegar lá fui
atendida por Dr. Marcos, umas das primeiras coisas que
falei é que estava ali porque meus pais tinham
me levado e que não iria fazer cirurgia, então
Dr. Marcos disse que tudo bem, e que só me explicaria
às coisas. Enquanto ele ficava explicando eu
ficava olhando o consultório, as fotos, os diplomas
as estatuetas de gordinhas. No final da consulta eu
fiquei de pensar. Mas na verdade já tinha meio
que resolvido que faria a cirurgia, se possível
a de Scopinaro ou a de Capella, a do anel nunca me passou
pela cabeça. Mesmo assim não dei o braço
a torcer na frente dos meus pais nem de Dr. Marcos foi
embora dizendo que era tudo muito interessante, mas
que não queria fazer cirurgia.
Passei o resto da semana pensando, olhei em sites e
decidi fazer a cirurgia. Pedi pra minha mãe marcar
novamente uma consulta. Já cheguei na sala de
Dr. Marcos falando que queria fazer sim, mas que queria
a de Scopinaro, ele disse que não seria possível,
pois era muito nova, já tinha 16 anos, e teria
que tomar muitas vitaminas. Então eu disse que
só faria a de Capella, ele concordou, na mesma
hora ele me perguntou se eu queria fazer dali a um mês,
um mês e meio. Eu disse que já havia pensado
em uma data, 20/07/2002 um sábado, ele me disse
que não operava no sábado então
mudei para dia 23/07/2002 uma terça, só
que entre essa consulta e a data tinha pouco mais de
20 dias, mas fiz todos os exames rapidamente, meu convênio
não criou nenhum empecilho e ainda cadastrou
Dr. Marcos, para que outros também pudessem fazer
a cirurgia. Tudo acertado, eu fiz duas exigências
só faria a operação com anestesia
geral por que não suporto a idéia de uma
agulha na minha coluna e não queria tirar meu
piercing de sombrancelha que tinha colocado por ter
ido à primeira consulta a Dr. Marcos foi só
assim que eu fui, meu pai deixou eu colocar, sai direto
do consultório para colocar.
Data marcada, dia chegando... Fui para o hospital na
segunda feira à tardinha porque eu tive que dormir
lá. Na terça me acordaram 6:00h para tomar
banho e me arrumar, me pesou antes de subir para o centro
cirúrgico tava com 140kg, subi na maca, e me
levaram, quando entrei no elevador, pensei em desistir,
mas como sou cabeça dura e não dou o braço
a torcer fiquei quieta. No centro cirúrgico,
tinha um monte de gente que eu não conhecia,
só conhecia Dr. Marcos e Dr. Heitor, me sederam.
E me operaram (lógico), por via aberta, eu não
fiz laparoscopia.
Algumas horas depois, a cirurgia começou as 09:00h
e terminou por volta das 15:00h - 16:00h, fui para a
UTI quando acordei meio tonta ainda, pedi que Dr. Marcos
tirasse o tubo da minha garganta, pois tava me machucando,
ele aceitou, graças a Deus.
Tava com uma sede enorme pedi água e me deram
um algodãozinho molhado. Mas tudo bem!
No dia seguinte voltei para o quarto, e descobri que
haviam tirado meu piercing, nem queria ouvir da minha
mãe o motivo, tava tão revoltada com Dr.
Marcos, por que ele havia prometido, que eu falava deixa
ele chegar aqui pra ele ver. Ele veio me ver em menos
de uma hora que eu tava no quarto, chegou todo contente,
como está a minha caçulinha??? Eu tava
de cara fechada, ai minha mãe falou o motivo.
Ele me explicou que ele não estava no centro
cirúrgico, e que a equipe dele tirou o piercing
antes dele chegar, e descobriram que estava inflamado
e limparam tudo. Ok, eu perdoei.
Mas mudei de assunto, e perguntei quando
eu poderia tomar água, ele disse que tinha que
ficar 24h sem tomar líquido e antes de tomar
água tinha que tomar um contraste, azul de metileno,
que por sinal é horrível, feito isso tudo
voltei a tomar água graças a Deus, ai
veio à parte mais chata tomar sopa, eca! Mas
a nutricionista era gente boa, fez sopa de palmito pra
mim.
Eu já estava enjoada de ficar no hospital e perguntei
quando teria alta Dr. Marcos disse que ia para um encontro
no final de semana e que voltaria no domingo e me daria
alta. Então quem passou a me visitar no quarto
foi Dr. Heitor, no domingo amanheci com febre, mas nada
demais, tipo uns 38° - 38,5°, passei o dia assim
com essa febre que não baixava, ai no final do
dia, Dr. Marcos chegou de viagem e passou lá
pra me ver, ele achou melhor me dar alta na segunda,
para não me mandar pra casa com febre, isto foi
umas 21h, quando eu fui dormi umas 23h logo após
o Fantástico, eu estava com muito frio, pedia
pra minha mãe desligar o ar, ai me deu um tremor
forte, só senti um, mas minha mãe perguntou
por que eu estava tremendo as pernas quando me dei conta
eu estava me tremendo toda, era uma sensação
terrível, mal sentia minhas pernas, me passou
tantas besteiras pela cabeça. Minha mãe
chamou a enfermeira e ela foi chamar o plantonista,
mas minha mãe ligou para Dr. Marcos, e eu continuei
tremendo, Dr. Marcos chegou primeiro no quarto do que
o plantonista, chamou todas as enfermeiras e trocou
o cateter de lado, do lado direito, para o lado esquerdo.
Me deu algum remédio que me fez parar de tremer,
e teoricamente deveria me fazer dormir, mas eu tava
muito anciosa que não fez efeito, já tinha
parado de tremer e tudo, mas estava com medo de dormir.
Dr. Marcos ficou lá no quarto comigo e meus pais
até eu pegar no sono por volta das 03:00h da
manhã.
No outro dia bem cedo chegou no quarto Dr. Marcos e
Dr. Heitor, me falando que eu teria que fazer um exame,
ok, mais um. Fui fazer o tal exame, era terrível,
tinha que tomar um contraste muito ruim e o médico
que fez era muito mal humorado, gritou comigo e ai eu
disse que não ia mais fazer nada e comecei a
chorar. Subi para meu quarto. No outro dia o tal médico
mandou o resultado e na conclusão colocou que
foi impossível realizar o exame por falta de
cooperação da paciente, sendo que ele
me fez repetir umas 8 vezes. Cara de pau!
Bom, a infecção, não era do cateter,
não era da cirurgia, e nem do pulmão.
Dr. Marcos não sabia mais do que poderia ser,
isso foi na segunda, e por causa dessa infecção
eu só iria ter alta quinta ou sexta, mais alguns
dias de hospital. Quando é quarta feira à
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